Vitamina D e influenza




A epidemiologia da Influenza é muito heterogênea apresenta diversas incongruências. De acordo com artigo publicado em 2018 no BMC, um importante pesquisador inglês acredita que isso pode estar relacionado com variações dos níveis de Vitamina D. Isso foi reforçado pela ideia de que a radiação solar era a responsável pelas mudanças sazonais da epidemia da Influenza. ⠀

O estudo focou em responder os enigmas relacionados com a Influenza com a hipótese de que as variações populacionais e sazonais da Vitamina D são a resposta para tais questionamentos (veja no carrosel de imagens). ⠀

Resumidamente, o artigo acredita que a resposta inata do organismo é a principal responsável pela destruição do vírus, com isso as mudanças sazonais de temperatura e exposição solar explicariam os momentos de epidemia, já que estas alterariam a imunidade inata pela maior ou menor produção de Vitamina D. Os países de mesma latitude têm privação solar no mesmo período, o que coincidiria com a deficiência da imunidade inata, explicando os surtos na mesma época em tais locais. Isso é reforçado pelo relato de surtos não sazonais em locais sem exposição solar (casas de repouso e prisão).⠀

O artigo questiona que os principais transmissores do vírus não são pessoas doentes, mas sim aquelas que apresentam uma maior deficiência da imunidade inata. Isso explicaria porque não se entende bem o tempo de transmissão do vírus na população. Ademais, da mesma forma que nem todos são infectados, nem todos transmitem bem o vírus, o que faz com que as epidemias sejam explosivas e rápidas.⠀

Ainda se tem dúvidas, mas, mais um vez, reforçamos a importância da Vitamina D no contexto de infecções respiratórias. ⠀

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