Restrição calórica e terapia contra o câncer




O Câncer é uma doença com prevalência crescente e que, de acordo com algumas organizações, poderá ultrapassar as doenças cardiovasculares como a principal causa de morte no mundo. O diagnóstico da doença pode ser muito difícil e pode trazer muitas aflições e angústias para os doentes. Além disso, o tratamento pode ser muito sofrido com graves efeitos colaterais e, muitas vezes, ineficaz. Isso nos mostra um cenário em que a necessidade de buscar de possíveis associações terapêuticas mais eficazes e, até mesmo, menos agressivas é muito importante.⠀

Os estudos em humanos sobre restrição calórica no auxílio ao tratamento contra o câncer são poucos e pequenos. No entanto, o assunto vem sendo amplamente discutido em revisões, focando nos possíveis efeitos metabólicos favoráveis. Em 2017, foi publicada uma revisão por autores norte-americanos sobre isso.


O artigo ressalta que estudos em todo o mundo vem testando os efeitos da restrição calórica como terapia adjuvante para melhorar a eficácia de quimioterapia, radioterapia e imunoterapias. A restrição calórica consiste na redução de cerca de 30% da energia consumida, sem efeitos de má nutrição. Tal abordagem já é efetiva na melhora de inflamação e perda de gordura visceral. A realização crônica do jejum para restrição calórica pode ser difícil para alguns pacientes, no entanto o estudo ressalta que “miméticos” da restrição calórica também podem ser efetivos, como: “fast mimicking diet”, drogas antidiabéticas; dieta cetogênica e jejum intermitente.⠀

Esse tipo de estratégia parece atuar em diversas questões: ⠀

Aumento do efeito citotóxico da quimioterapia no tumor com proteção das células normais; ⠀

Redução crônica de insulina, glicose e IGF-1 ⠀

Aumento da apoptose tumoral → maior facilidade em matar as células tumorais; ⠀

Redução da inflamação e da gordura visceral.⠀

Ainda não sabemos se esses efeitos são realmente efetivos em humanos, mas em animais isso já está bem estabelecido….em humanos os efeitos positivos parecem ser BEM maiores que os negativos. Precisamos de mais estudos, né?! Mas, ainda assim, é um cenário que nos traz muitas esperanças!! ⠀⠀

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