Por que grãos podem fazer mal?




Dietas baseadas no consumo de plantas estão associadas com a redução de riscos de doenças induzidas por estilos de vida. Os milhares de fitoquímicos contidos nos vegetais implicam em mecanismos baseados em células para promoverem antioxidantes de defesa e reduzir a inflamação. Enquanto que as recomendações encorajam o consumo de frutas e vegetais, a maioria das pessoas não batem a meta diária de consumo.⠀

No artigo que estou trazendo hoje, os autores fazem uma discussão sobre a ciência dos chamados “anti-nutrientes”. Esse conceito vem se tornando mais frequentemente utilizado para descrever as lectinas, oxalatos, goitrogênicos, fitoestrógenos, fitatos e taninas. Concomitantemente, o conceito promove a diminuição do consumo de alimentos ricos nesses nutrientes por parte de pessoas com condições de saúde específicas apesar de seus benefícios potenciais.⠀

O propósito do artigo de hoje é de fazer uma revisão para entender se existe dados suficientes para que os nutrientes mencionados recebam a alcunha de “anti-nutrientes” no sentido de que eles bloqueiam a absorção ou assimilação de nutrientes considerados essenciais ou então interferem na função fisiológica de um órgão.⠀

Os resultados encontrados no processo de revisão feito pelos autores sugerem que o excesso de consumo desses nutrientes ou a sua administração isoladamente pode sim exercer efeitos prejudiciais no corpo e que existem pacientes que são mais susceptíveis aos efeitos.⠀

Por outro lado, esses componentes são raramente ingeridos isoladamente considerando a forma tradicional pela qual os alimentos que os contém são consumidos.⠀

Dietas baseadas em plantas, por exemplo, apresentam outros alimentos na matriz alimentar que podem agir como contraponto aos potenciais efeitos dos “anti-nutrientes”. A questão se esses compostos são tão prejudiciais como são ditos permanece em aberto quando consideramos o cozimento e manuseio apropriado dos alimentos.⠀

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