Mais proteínas para mulheres com SOP?






A síndrome de ovário policístico é a desordem endócrina mais comum entre as mulheres, afetando 6 a 8% das mulheres em idade reprodutiva. A doença é associada a um aumento do risco de infertilidade, sangramento disfuncional, obesidade, diabetes tipo II, dislipidemia e, possivelmente, doenças cardiovasculares.⠀⠀

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Estudos recentes têm sugerido que uma dieta com uma maior razão proteína/carboidrato possui vantagens metabólicas no tratamento da síndrome. Diante desses resultados, pesquisadores da Universidade de Copenhagen buscaram comparar os efeitos entre uma dieta de alta quantidade de proteína (high-protein) e uma dieta com a quantidade de proteína considerada padrão em mulheres com a síndrome.⠀⠀

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O estudo foi planejado para ser conduzido em 6 meses, com um total de 57 mulheres. As participantes foram divididas em dois grupos: um seguiu uma dieta composta de 40% ou mais de proteína contra 30% de gordura e o outro seguiu uma dieta composta de 15% ou menos de proteína contra 30% de gordura. Foram feitos testes após 3 e 6 meses do início do estudo.⠀⠀


Um total de 27 mulheres concluiu o estudo. Os pesquisadores notaram que a dieta high-protein produziu uma maior perda de peso e diminuição da gordura corporal em comparação com a dieta considerada padrão.⠀⠀

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Além disso, a dieta high-protein desencadeou uma maior diminuição na glicose, que persistiu após ajustes para compensar a perda de peso. Não foram constatadas diferenças na testosterona, hormônios ou lípidos no sangue após 6 meses. O ajuste para a perda de peso levou a uma concentração menor de testosterona no grupo da dieta padrão em comparação com o outro grupo.⠀⠀


O estudo conclui afirmando que a reposição de carboidratos por proteína à vontade aumenta a perda de peso e melhora o metabolismo da glicose por um efeito que parece ser independente da perda de peso e, portanto, pode oferecer um tratamento para a síndrome de ovário policístico.⠀⠀

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