Dieta low carb e Alzheimer



O Alzheimer é uma condição cada vez mais frequente e que apresenta maior prevalência em idades avançadas. A demência está relacionada com uma perda de memória e de outras funções cognitivas associadas a dependências funcionais. Com o envelhecimento populacional, a prevenção e o tratamento do Alzheimer merecem cada vez mais atenção. Sabe-se que essa doença é mais frequente em quem tem resistência insulínica(ex: diabéticos, obesos). É chamada hoje de DIABETES TIPO 3. O cérebro tem resistência à insulina e não consegue utilizar glicose como fonte de energia.

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Por isso, questiona-se: “Será que o uso de uma fonte de energia alternativa pode melhorar esse quadro?”. Apesar dos estudos em idosos, não só nessa área, serem escassos, já existem pequenas pesquisas que mostram vantagens no uso de dietas com restrição de #carbos para pacientes com Alzheimer.

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Um ensaio clínico randomizado publicado (ARRASTE) comparou os efeitos da dieta tradicional com uma dieta Atkins (low-carb) modificada. Apesar de muito pequeno, o estudo mostrou uma melhora cognitiva estatisticamente significativa nas pessoas que seguiram a dieta modificada, concluindo que a formação de corpos cetônicos foi positiva para a memória e a vitalidade de pacientes em estágio inicial de Alzheimer. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Os corpos cetônicos conseguem ultrapassar a barreira do cérebro e funcionar como fonte de energia para este, com aproveitamento de 75%. O cérebro depende PARCIALMENTE da glicose, pois o axônio dos neurônios a utiliza, porém o corpo celular é capaz de utilizar os corpos cetônicos como energia. Precisamos mudar a ideia de que a falta de glicose é ruim para o cérebro, em alguns casos, como este, pode-se dizer até mesmo O CONTRÁRIO.

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Outra questão patológica da doença de Alzheimer é a inflamação celular (ex: resistência insulínica), a qual piora com a ingestão de óleos vegetais, processados, refinados e açúcar. Sendo assim, a redução do consumo de glicose pode ser vantajosa em mais este aspecto.

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