Dieta cetogênica e qualidade de vida no câncer ginecológico




Dietas cetogênicas estão conseguindo atenção como uma potencial terapia adjuvante para o câncer. Porém, os dados sobre os efeitos dessas dietas na qualidade de vida são limitados. Hoje trago um estudo conduzido entre mulheres com câncer em estágio avançado que demonstra que a insônia e o desbalanço emocional nos pacientes melhoraram após uma dieta cetogênica de três meses.⠀

Os pesquisadores selecionaram mulheres diagnosticadas com câncer no ovário ou no endométrio sem condições preexistentes aleatoriamente que, em seguida, foram submetidas a uma dieta cetogênica, com uma proporção de 70:25:5 da energia divididos em gordura, proteína e carboidratos, respectivamente ou então para a dieta sugerida pela sociedade americana de câncer (muitas fibras e pouca gordura).⠀

Após 12 semanas nas respectivas dietas, as pacientes foram submetidas a questionários padronizados de forma a coletar dados sobre mudanças na saúde física e mental, disposição, apetite e desejos alimentares.⠀

Após o período, os pesquisadores notaram uma diferença significativa entre os grupos. Foi constatado que as participantes submetidas à dieta cetogênica afirmaram sentirem uma redução na fadiga além de perceberem uma redução nos desejos alimentares por doces.⠀

Não foi constatada uma diferença significativa em funções mentais, fome ou apetite entre os grupos.⠀

Houve uma diferença quanto aos desejos por alimentos açucarados e industrializados com o grupo da dieta cetogênica tendo demonstrado um desejo menos frequente por esse tipo de alimento.⠀

Embora exista uma evidência crescente dos possíveis benefícios da dieta cetogênica no combate a tumores, ainda existe uma relutância dos provedores de saúde a prescrever esse tipo de dieta aos pacientes.⠀

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