Desvendando os efeitos do Jejum na Saúde




Nos últimos anos, têm surgido um interesse grande nos benefícios do jejum intermitente além de outras estratégias nutricionais. Esse interesse está focado tanto no tamanho e composição da refeição quanto na frequência e horários em que essas refeições são consumidas.⠀

Pensando nisso, um grupo composto por pesquisadores de diversas universidades da Alemanha e Itália decidiu investigar os efeitos a curto e longo prazo das principais formas de jejum, que fazem com que o corpo passe de usar glicose para utilizar corpos cetônicos como a principal fonte de energia, o que ocorre de 12 a 16 horas após a refeição ou após diminuir-se drasticamente a quantidade de comida numa refeição.⠀

O grupo descreve que, durante o jejum, ocorre a desativação da proteína mTOR, responsável pelo crescimento, proliferação e manutenção das células do corpo. Essa desativação causa, concomitantemente a ativação da proteína quinase por AMP, que é responsável pelo reparo de células e inibição de processos anabólicos.⠀

Segundo o estudo, testes clínicos e em animais indicam que modificando a dieta e frequência de refeições assim como a aplicação de padrões de jejum pode aumentar as defesas intrínsecas contra estresse metabólico e oxidativo, melhorar a cognição e a diminuir o risco cardiovascular em pessoas obesas e não obesas.⠀

Mais estudos em humanos e não humanos são necessários para entender as mudanças fisiológicas causadas pelo jejum.⠀

MAIS TEXTOS