Alimentos processados X não processados




Como apresentado no podcast da Tribo Forte (@rodrigobomeny) (que a gente ama, né?!), um ensaio clínico randomizado pequeno, mas bem interessante, fez uma análise entre dietas com alimentos processados/refinados e não processados.


Foi formado um grupo de 20 pessoas, sendo 10 homens e 10 mulheres, que permaneceram em uma clínica durante 4 semanas.


Nas primeiras 2 semanas a dieta foi baseada em alimentos ultraprocessados e nas 2 seguintes em alimentos não refinados e não processados. Lembrando que ambas as dietas (alimentos fornecidos) continham a mesma quantidade de calorias, densidade energética, macronutrientes, açúcar, sódio e fibras. Durante o processo, não havia restrição de quantidades de alimentos, sendo que as comidas eram oferecidas livremente.


Ao comparar as duas dietas, foi percebido que, espontaneamente, durante o período da dieta ultraprocessada, os participantes comeram cerca de 500 calorias a mais, com maior consumo de carboidratos e gorduras e menos proteínas. A explicação orgânica para tal situação pode ser o fato de que os alimentos processados e refinados inibem menos o hormônio da fome (grelina), o que foi observado na avaliação de níveis sanguíneos dos participantes.


Com esse maior consumo energético, os participantes ganharam mais peso durante a dieta ultraprocessada, acrescentando, em média, 800g após 2 semanas com a dieta. Durante a dieta de não processados, houve perda de peso, em média, de 1kg. Todos as diferenças descritas foram estatisticamente significativas.


A pesquisa conclui que evitar o consumo de processados e refinados pode ser relevante para prevenção e tratamento de obesidade.


Essa estudo, por ser experimental e bem controlado, é muito relevante, mostrando uma relação causal e não uma associação observacional repleta de vieses.

MAIS TEXTOS