Eritritol, xilitol, estévia... Quais as diferenças entre os adoçantes?

Não raramente, me perguntam por que a dieta não está funcionando como deveria. O que muitos pacientes não sabem é que uma das possibilidades pode ser, justamente, o exagero no consumo de adoçantes ou a ingestão de produtos diet, como refrigerantes.

Qual adoçante usar?

É sabido que o consumo de açúcares pode acarretar em uma série de problemas de saúde, além de ser proibido para pessoas que sofrem com diabetes e outras doenças. E é aí que entram os adoçantes, para substituir o produto sem prejudicar o sabor dos alimentos.


Qual escolher?

Existe uma infinidade desses produtos industrializados no mercado e até as versões naturais, cada um com fórmula específica, porém, nem todos são recomendados, pois alguns podem acarretar em danos à saúde. Leia, abaixo, aspectos positivos e negativos de cada um deles:


  • Eritritol: o eritritol é um açúcar de álcool, que ocorre naturalmente, em pequenas quantidades, em algumas frutas e certos cogumelos. É um dos mais indicados, por causar menos impacto na glicemia. Ele é o preferido por pessoas que seguem o estilo de vida low carb. Em sua composição, praticamente não apresenta carboidratos e calorias. Ele é um pouco diferente dos outros açúcares de álcool, porque é parcialmente (60-90%) absorvido no intestino, entrando na corrente sanguínea antes de ser excretado na urina. Por ter sabor muito similar ao açúcar tradicional, pode ser uma boa opção para quem se incomoda com outros adoçantes de sabor forte, como estévia. (Quer saber mais informações sobre eritritol?)


  • Xilitol: ele também é um açúcar de álcool, parece e tem sabor parecido ao do açúcar. A grande diferença é que, ao contrário do açúcar, não eleva os índices de açúcar, nem de insulina no sangue, apesar te ter calorias (bem menos que o açúcar). Aliás, nenhum dos efeitos negativos do açúcar ocorre ao se consumir xilitol. Ele é um probiótico, alimentando bactérias amigas do nosso intestino. Além disso, estudos mostram que ele pode ser benéfico também para os dentes, evitando cáries. Uma pesquisa apontou que o uso de chicletes com xilitol reduziu em 75% a presença de bactérias ruins na boca e não afetou as bactérias boas. Pode, ocasionalmente, causar problemas estomacais ou diarreia, principalmente em quem tem síndrome do cólon irritável. (Mais sobre xilitol?)


  • Estévia: entre os adoçantes naturais não calóricos, a planta estévia é, possivelmente, a mais comum. Natural do Paraguai, ela possui esteviosídeo em sua composição, que é cerca de 300 vezes mais doce do que o açúcar. Mas não se engane pelo fato de ser natural, pois ele pode causar problemas. Existem estudos demonstrando que os adoçantes não calóricos como o ciclamato, aspartame, sucralose e até mesmo a estévia, alteram a flora intestinal para uma composição mais obesogênica, ou seja, que aumenta o risco de obesidade. Há estudos também que mostraram desregulação da insulina, aumentando a glicemia após a alimentação. Tente usar o mínimo necessário de adoçantes, basta não abusar.

Lembre-se sempre que, para fazer a troca de alguns alimentos, é fundamental prestar atenção no que você irá adicionar à sua dieta, a fim de não provocar males à saúde. E, é justamente por isso que o acompanhamento profissional é fundamental.


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