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Por que sinto tanto sono durante o dia?

13/10/2017

Você acorda com muito sono, como se não tivesse descansado, ou tem sonolência durante o dia, prejudicando suas atividades?

 

É hora de revisar tudo o que está fazendo, seus hábitos de saúde, alimentação, atividade física e vida corrida. A sonolência diurna tem diversas causas e possibilidades variadas de tratamento. A endocrinologista Janaina Koenen comenta abaixo os principais problemas e suas consequências. 

 

  • Insônia: O primeiro passo é entender as causas da insônia, investigando como a pessoa dorme, quantas horas por noite, se acorda durante a madrugada e não dorme mais, ou se não consegue pegar no sono. É importante saber se ela está passando por um momento de muito estresse no trabalho ou na vida pessoal. “É preciso saber como é a vida dessa pessoa, se ela se faz atividade física, se é sedentária e só trabalha”, afirma Janaina.

 

  • Estresse: O dia a dia muito atribulado sem descanso pode gerar fadiga crônica (cansaço persistente) nas pessoas, que podem chegar a apresentar sonolência durante o dia. Assim, o médico precisa saber como é a rotina da pessoa que se queixa de sono, qual é a profissão, quantas horas por dia trabalha, se tem tempo de lazer, se faz alguma atividade física.

 

  • Apneia do sono: Esse distúrbio do sono faz com que a respiração pare e volte diversas vezes durante a noite. Assim, a pessoa nunca chega no sono que realmente descansa e deixa de produzir hormônios importantes que só são produzidos nessa fase. Isso gera vários distúrbios. A apneia aumenta o risco de diabetes, hipertensão, infarto, resistência insulínica e torna difícil a perda de peso. “A pessoa tem que usar o CPAP, aparelho que ajuda a respirar durante a noite, mudar a alimentação, ser acompanhada por médico e mudar o estilo de vida”, orienta Janaina.

 

  • Hipotireoidismo: Quando ocorre o chamado hipotireoidismo, alterações hormonais mais graves levam à sonolência diurna. A endocrinologista exemplifica alguns sintomas: constipação, cansaço, fadiga fácil, edema nas pernas, depressão, queda de cabelo e unhas quebradiças.

“A pessoa que está com excesso de sono durante o dia tem primeiro que fazer uma avaliação médica, colher exames de sangue e destrinchar os aspectos de sua vida que podem estar contribuindo para o problema. Definir se há apenas sonolência diurna sem alterações no sono ou se ela acorda durante noite várias vezes, se o companheiro fala que ela ronca, se tem impressão de ter dormido a noite inteira, mas acorda cansada”, exemplifica Janaina. No caso de distúrbios da tireoide, como o hipotireoidismo, o tratamento é feito com reposição hormonal.

 

  • Uso de medicamentos: O uso de alguns medicamentos, como antidepressivos, pode levar à sonolência diurna, segundo Janaina. Há ainda pessoas mais sensíveis a esses compostos. “Um idoso é mais sensível a algumas medicações, então é preciso trocar, ajustar a dose”, completa Janaina.

 

  • Uso de eletrônicos: É muito comum passar vários minutos no celular, tablet, computador ou assistindo TV antes de dormir. “A luz azul desses aparelhos eletrônicos inibe a secreção de melatonina, que é o hormônio que ajuda a induzir (iniciar) o sono e que é muito importante para a regulação dos hormônios que produzimos durante a noite”, explica Janaina.

 

Devo usar melatonina?

Nos últimos anos, muito se fala sobre o uso suplementar de melatonina, mas Janaina alerta para o uso indiscriminado do hormônio. “Não adianta ficar só dando melatonina para a pessoa. É preciso realmente descobrir o que está causando essa falta de sono à noite, a dificuldade de ir dormir, assim como a questão de acordar no meio da noite”, comenta.

 

Para passar a dormir bem e ter um dia produtivo, é fundamental que as pessoas pratiquem atividade física e se alimentem bem, afirma Janaina. “A prática de ioga também é muito interessante. Há vários estudos mostrando que a pessoa que pratica ioga melhora essas questões de estresse, de sono e várias outras coisas na vida, como perda de peso, equilíbrio emocional, dores no corpo, flexibilidade”, exemplifica.

 

Segundo a médica, em último caso, o uso de medicamento é indicado. “Podemos usar melatonina, se for o caso. Mas, em último caso, vamos usar benzodiazepínicos ou outras medicações como o Zolpidem ou até anti-depressivos que ajudem no sono. Alguns são medicações que causam dependência e podem aumentar o risco de demência, então deve-se ter muito cuidado ao prescrevê-las”, afirma.

 

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