Óleos vegetais (parte 3) e o câncer de mama



Neste artigo que trago hoje, quero mostrar o papel dos fatores nutricionais na etiologia do câncer de mama. O objetivo do estudo foi analisar os efeitos de dietas ricas em gordura vegetal sobre a suscetibilidade da glândula mamária à transformação maligna experimental.


No experimento as ratas foram alimentadas, desde o desmame, com uma dieta de baixo teor de gordura, com óleo de milho e azeite de oliva extra virgem. O estudo mostrou que a dieta rica em óleo de milho aumentou o peso e a massa corporal quando administrada desde o desmame. Por outro lado, a dieta com azeite de oliva extra virgem sugeriu uma diminuição no balanço da ingestão e gasto.


Ambas as dietas modificaram o perfil de expressão gênica da glândula mamária, especialmente após curta intervenção dietética. O óleo de milho regulou negativamente a expressão de genes relacionados ao sistema imunológico e apoptose (morte celular), o que indica um aumento no risco de Câncer, enquanto o azeite de oliva não teve este efeito.


Análises posteriores sugeriram um aumento na proliferação e menor morte celular nas glândulas mamárias por efeito da dieta rica em óleo de milho, que pode ser um dos mecanismos de seu claro efeito estimulador sobre a carcinogênese.


A conclusão? Embora saibamos que estudos em animais e em humanos são diferentes, não podemos ignorar que se uma dieta rica em óleo de milho estimula fortemente a formação de tumor mamário em ratas também pode fazer o mesmo em humanos.


Semana passada contei a história de como esses óleos conseguiram passar uma imagem de “saudáveis para o coração”, quando na verdade são o lixo da indústria. Volte alguns posts para ler. Agora deu para entender porque minha campanha contra óleos vegetais é forte?


Essa é uma das piores substâncias que a indústria criou e todos deveríamos nos manter longe dela. Leia rótulos, se informe e saiba o que você está consumindo. Óleos e gorduras vegetais são verdadeiros venenos.


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