Óleos vegetais (parte 1): Saudáveis para o coração?




Como os óleos de sementes industriais deixaram de ser classificados como “lixo tóxico” e passaram a ter o título de gorduras “saudáveis ​​para o coração”? Conforme documentado pela primeira vez por Nina Teicholz, em seu livro The Big Fat Surprise, a história envolve uma combinação escandalosa de doações a organizações médicas, pesquisas científicas duvidosas e alegações de marketing infundadas. ⠀

No final da década de 1940, um pequeno grupo de cardiologistas membros da ainda relativamente nova American Heart Association recebeu uma doação de US $ 1,5 milhão da Procter & Gamble; graças a esta generosa infusão de dinheiro dos fabricantes de Crisco, a AHA agora tinha financiamento suficiente para aumentar seu perfil nacional como uma organização médica dedicada à saúde do coração. ⠀

Também foi rápida em endossar óleos de sementes industriais, mais amavelmente referidos agora como “óleos vegetais”, como uma alternativa mais saudável às gorduras animais tradicionais. Mais ou menos na mesma época, um ambicioso fisiologista e pesquisador chamado Ancel Keys apresentou sua hipótese dieta-lipídio, na qual apresentava dados que pareciam sugerir uma ligação entre a gordura saturada e a ingestão de colesterol e doenças cardíacas. Como as gorduras animais são uma fonte rica de gordura saturada e colesterol na dieta, rapidamente se tornaram objeto de seu escárnio. ⠀

Citando as gorduras animais como “prejudiciais à saúde”, Keys recomendou o consumo de ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs), que pesquisas preliminares haviam associado com reduções no colesterol e no risco de doenças cardíacas. As conclusões de Keys estavam de acordo com os motivos da indústria de óleo de semente industrial - levar as pessoas a comer mais óleos de sementes! Logo, anúncios de margarina “saudável para o coração” (uma forma sólida de óleo vegetal) e outros óleos de sementes tornaram-se comuns, e as gorduras tradicionais e saudáveis ​​foram praticamente esquecidas.⠀

MAIS TEXTOS