Óleos vegetais e câncer de mama




O câncer de mama está entre uma das principais causas de mortalidade entre mulheres. Com isso, estudos visando uma maior prevenção para evitar a evolução desse tipo de tumor são freqüentes. Com já se sabe, os fatores ambientais são determinantes para o surgimento do câncer de mama. Dentre estes citamos sedentarismo, obesidade e alcoolismo (ESTILO DE VIDA CAUSA CÂNCER!!!!). Nesse cenário, em 2015 foi publicada uma pesquisa na Espanha que buscava entender o papel de fatores nutricionais, especialmente de gorduras, na etiologia do câncer de mama. O estudo analisou os efeitos de gorduras no processo de malignização das células mamárias, ou seja, na formação de tumores malignos (carcinogênese). O estudo foi feito com fêmeas de ratos que foram alimentadas com 3 dietas distintas: low-fat; rica em óleo derivado do milho e rica azeite de oliva extra-virgem. Por meio de testes genéticos complexos (para mais informações passe para o lado e confira detalhes do artigo!), foi avaliada a expressão das glândulas mamárias dos animais e a carcinogênese ( o início de um câncer). A dieta rica em óleo de milho aumentou o peso e a massa corporal das fêmeas. Além disso, foi observado, nesses casos, redução da morte de células malignas (controle fisiologicamente feito pelo sistema imune, ou seja o corpo parou de eliminar células alteradas), aumentando a chance de formação tumoral. Já a dieta rica em azeite de oliva extra-virgem não provocou aumento de peso e aumentou a produção de proteínas importantes na metabolização de gorduras.


Novas pesquisas são importantes para maiores conclusões, mas o estudo em questão sugere fortemente que dietas ricas em óleo de milho alteram a expressão genética das glândulas mamárias, aumento a chance de formação de câncer de mama. Questiona-se, mais uma vez, a superioridade, defendida por muitos, dos óleos vegetais de sementes, e a sua segurança.

Enquanto isso eu cozinho com banha de porco artesanal, manteiga e óleo de coco. E você?

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