Índice glicêmico, carga glicêmica, doença cardiovascular e mortalidade




Existem pesquisas que buscam fazer uma associação entre o índice glicêmico e as doenças cardiovasculares. Porém, a maioria delas o fazem usando como populações de países ocidentais ricos como pacientes. Dessa forma, faz-se necessário um estudo com uma população suficientemente grande e geograficamente diversa.⠀

Para suprir essa necessidade, estou trazendo para vocês hoje uma análise recente que empregou quase 140 mil participantes com idades entre 35 e 70 anos de 5 continentes diferentes. O estudo durou quase 10 anos e a avaliação dos pacientes deu-se pelo uso de questionários sobre a frequência de consumo de certos tipos de alimentos, sua carga glicêmica, dentre outros.⠀

O estudo utilizou como base sete categorias de alimentos ricos em carboidratos e estudou-se sua associação com infartos do miocárdio, morte, derrame, dentre outras doenças associadas ao sistema cardiovascular ou morte em geral.⠀

Ao final do estudo, constatou-se um total de quase 9 mil mortes e cerca de 8 mil eventos cardiovasculares severos. Após ajustes, os pesquisadores notaram que dietas que proporcionalmente apresentavam uma carga glicêmica mais alta estavam associadas a um aumento do risco cardiovascular e até mesmo de morte. Essa observação foi constatada tanto entre pacientes com condições preexistentes quanto aqueles que não as possuíam.⠀

Os pesquisadores afirmam que o estudo apresenta algumas limitações como a imprecisão causada pelo agrupamento dos grupos de carboidratos ou a não uniformidade das conclusões causadas pela diversidade populacional. Por outro lado, por se tratar de um estudo diverso, alimentações diferentes puderam ser analisadas, especialmente considerando aquelas de países subdesenvolvidos.⠀

Os pesquisadores concluíram que o estudo demonstra que populações que apresentam uma dieta com carga glicêmica mais baixa tendem a apresentar um risco cardiovascular menos acentuado independente de condições preexistentes.⠀

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