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Sabemos hoje que diversas condições podem levar ao diabetes, porém a grande maioria dos casos está dividida em dois grupos: Diabetes Tipo 1 e Diabetes Tipo 2.

 

Diabetes Tipo 1 (DM 1) - Essa forma de diabetes é resultado da destruição das células beta do pâncreas, as responsáveis pela produção de insulina, por um processo imunológico, ou seja, pela formação de anticorpos pelo próprio organismo contra as células beta, levando à deficiência de insulina. Em geral costuma acometer crianças e adultos jovens, mas pode ser desencadeado em qualquer faixa etária. Quando o diabetes tipo 1 aparece na vida adulta, em uma pessoa de 35 anos, por exemplo, chamamos de LADA (Latent auto-imune diabetes of the adult). É importante reconhecer essa forma de diabetes, pois ela também requer insulina desde o início e, muitas vezes, passa despercebida.

O quadro clínico mais característico do Diabetes tipo 1 é de um início relativamente rápido (alguns dias até poucos meses) de sintomas como: muita sede, urinar bastante e várias vezes durante o dia e à noite,  fome excessiva, grande perda de peso em pouco tempo, cansaço e fraqueza. Se o tratamento não for realizado rapidamente, os sintomas podem evoluir para desidratação severa, sonolência, vômitos, dificuldades respiratórias e coma. Esse quadro mais grave é conhecido como Cetoacidose Diabética, pode levar à morte e necessita de internação para tratamento.

Diabetes Tipo 2 (DM 2) - Nesta forma de diabetes está incluída a grande maioria dos casos (cerca de 90% dos pacientes diabéticos). Atualmente há inclusive crianças com diabetes tipo 2. No Diabetes tipo 2 ocorre uma mistura de fatores:

- a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, porém, em quantidade insuficiente  (ao diagnóstico do diabetes tipo 2, 40-50% das células beta já foram destruídas, por vários fatores que discutiremos no blog).

- A ação da insulina que resta está dificultada pela obesidade, sedentarismo, dieta errada, outras doenças, algumas medicações, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso vai levar a uma tentativa de aumento da produção de insulina para manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge o diabetes. A instalação do quadro é mais lenta e os sintomas - sede, aumento do volume da urina, dores nas pernas, alterações visuais e outros - podem demorar vários anos até se apresentarem. Muitas vezes, ao diagnóstico do diabetes tipo 2, o paciente já tem a Retinopatia Diabética que, se não tratada a tempo, pode levar à cegueira.  A retinopatia é silenciosa e, se esperarmos os sintomas aparecerem (como a visão turva), já será tarde demais.

  

Diabetes Gestacional - Atenção especial deve ser dada ao diabetes diagnosticado durante a gestação. A ele é dado o nome de Diabetes Gestacional. Pode ser transitório ou não e, ao término da gravidez, a paciente deve ser investigada e acompanhada.  Na maioria das vezes ele é detectado no 3o trimestre da gravidez, através de um teste de sobrecarga de glicose. As gestantes que tiverem história prévia de diabetes gestacional, de perdas fetais, má-formações fetais, hipertensão arterial, obesidade ou história familiar de diabetes não devem esperar o 3º trimestre para serem testadas, já que sua chance de desenvolverem a doença é maior.

CLASSIFICAÇÃO DO DIABETES